O que é disponibilidade na manutenção?

Neste artigo, eu vou explicar o que é disponibilidade, um indicador fundamental para avaliação do desempenho de equipamentos. 

Um dos maiores desafios para os gestores responsáveis pela manutenção de equipamentos é decidir quais fatores devem ser priorizados na sua gestão.  Além das atividades particulares do seu setor, é necessário pensar também em como agir de acordo com as prioridades da empresa. 

É natural que administradores queiram que os equipamentos adquiridos estejam disponíveis para funcionar plenamente em todos os momentos do dia, ou seja, contribuindo com a obtenção de lucros para a empresa.

Mas existem fatores que impossibilitam o funcionamento contínuo de um equipamento. Cito como exemplos o tempo de paradas programadas pela produção para limpeza e as paradas para manutenção corretiva.

E agora? Como explicar a porcentagem de tempo em que um equipamento está disponível para exercer a sua função?

A equipe de PCM (Planejamento e Controle de Manutenção) tem a missão de garantir o funcionamento e elevar a disponibilidade e confiabilidade dos ativos, para aumentar a produtividade. Desse modo, e para cumprir essa missão, um conhecimento mais aprofundado em indicadores e avaliadores de desempenho dos equipamentos gerenciados pode ser um aliado e tanto.

Siga a leitura e entenda o conceito de disponibilidade, a importância de calcular o desempenho de equipamentos e por consequência, como estabelecer processos que elevam esse indicador. 

Confira!

O que é disponibilidade?

A disponibilidade, ou medida do desempenho de disponibilidade, é um indicador de gerenciamento que permite medir a capacidade de operação de um equipamento. Sendo assim, também pode ser descrita como o cálculo da probabilidade de que um equipamento esteja operacionalmente disponível, quando acionado de uma forma aleatória num ponto do tempo.

Segundo a norma NBR 5462, disponibilidade é a “capacidade de um item de estar em condições de executar uma certa função em um dado instante ou durante um intervalo de tempo determinado, levando-se em conta os aspectos combinados de sua confiabilidade, manutenibilidade e suporte de manutenção, supondo que os recursos externos requeridos estejam assegurados”.

Com a evolução da automação industrial, a manutenção passou a ser definida como uma associação de sua missão: “garantir a disponibilidade da função dos equipamentos e instalações de modo a atender um processo de produção ou de serviço, com confiabilidade, segurança, preservação do meio ambiente e custos adequados.” (KARDEC E NASCIF, 2001.)

Para que o funcionamento do equipamento, dentro das especificações estabelecidas, seja gerenciado de maneira eficaz é imprescindível investigar o potencial de ocorrência de falhas que podem interferir na sua disponibilidade operacional, fator que impacta diretamente na produtividade.

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Cálculo de disponibilidade

A disponibilidade é associada aos fatores de confiabilidade, manutenibilidade e pode ser explicada por outras expressões relacionadas como: funcionamento regular, condições de uso operacional, atendimento continuado às funções especificadas e desempenho das funções as quais o equipamento foi projetado.

Uma política adequada de manutenção deve, então, manter a capacidade e a disponibilidade da máquina, evitando quebras (fator que aumenta a confiabilidade) e criando condições de uma intervenção corretiva rápida e eficaz, quando a falha ocorrer (aumento da manutenibilidade).

Dentro desse contexto, é importante ter o cálculo de disponibilidade de todos os equipamentos que compõem o escopo da manutenção. Por isso. para calcular a disponibilidade de um equipamento, é necessário que você saiba o Tempo Médio entre Falhas (MTBF) e o Tempo Médio de Reparo (MTTR), dois dos principais indicadores dentro da manutenção de ativos.

Quais são as classificações de disponibilidade?

Todos os equipamentos com possibilidade de reparo se enquadram nos cálculos de disponibilidade. A inatividade de um equipamento também é considerada nesses cálculos. 

Podemos considerar a disponibilidade em três classificações:

1. Disponibilidade Inerente

Probabilidade de que um equipamento estará disponível, quando acionado de uma forma aleatória, num ponto do tempo, num ambiente de suporte logístico ideal.

2. Disponibilidade Obtida

Probabilidade de que um equipamento operará satisfatoriamente, em qualquer momento que for acionado, num ambiente de suporte logístico ideal.

3. Disponibilidade Operacional

A probabilidade de que um sistema estará disponível, quando acionado de uma forma aleatória, num ponto do tempo, num ambiente de suporte logístico real.

De todas as classificações, a mais relevante e que tem impacto direto na engenharia de manutenção é a disponibilidade inerente.

A disponibilidade inerente é a disponibilidade de estado estável, quando se considera apenas o tempo de inatividade do equipamento por paradas para manutenção corretiva. Desse modo, esta classificação exclui o tempo de inatividade causado pela manutenção preventiva e outros fatores de parada, considerando apenas o tempo por inatividade por manutenção corretiva. 

Por que calcular a disponibilidade?

Bom, agora que já definimos os conceitos, vamos entender o porquê do cálculo de disponibilidade ser tão importante!

Sem saber por quanto tempo você tem um equipamento disponível para uso e operação é complicado planejar com precisão qual a produtividade pode se esperar e o quão confiável o equipamento é. Por isso, calculando a disponibilidade é possível também prever melhor os investimentos que serão necessários para fazer um melhor gerenciamento de manutenção.

A diminuição de desempenho de um equipamento, que traz por consequência a diminuição de qualidade e de produtividade, pode ser evitada com planos adequados de manutenção que garantam a eficiência do equipamento. 

Sendo assim, a falta de um plano de manutenção que calcule as disponibilidades dos equipamentos pode acarretar em paradas completas, o que significa tornar um equipamento indisponível.

Após calcular o desempenho das funções as quais o equipamento foi projetado, surge a dúvida: é possível fazer algo para melhorar os resultados?

Como elevar a disponibilidade?

É possível sim elevar a disponibilidade de um equipamento. Em termos técnicos, a fórmula é: sempre aumentar o Tempo Médio entre Falhas (MTBF) e reduzir o Tempo Médio de Reparo (MTTR).

Bom, parece uma receita simples, mas na prática existem muitos fatores que tornam essa operação muito complicada.

Mas eu estou aqui para te ajudar! A missão de reduzir o MTBF não é impossível. Siga os passos a seguir para cumprir essa incumbência com menos dificuldade: 

Passo 01

Este passo número um será determinante no processo de reduzir o MTBF dos equipamentos. Portanto, o passo número um consiste em desenvolver um plano de manutenção preventiva assertivo e executá-lo atentamente.

Passo 02 

Após a implantação do plano preventivo, a disponibilidade dos equipamentos seguirá uma curva de crescimento. Em consequência, você verá que o número de paradas para manutenção corretiva será significativamente diminuído em razão das manutenções preventivas realizadas.

Passo 03 

Com o plano de manutenção preventiva implantado, pense em como você pode utilizar também a manutenção preditiva em favor do propósito de diminuir o MTBF. 

E aí? Pensar em todos os fatores e operações que envolvem a disponibilidade dos equipamentos continua parecendo uma tarefa difícil?

Não se preocupe. Eu vou te mais uma ajuda! Dica de ouro, na verdade.

Para gerenciar indicadores e avaliadores de desempenho, você pode contar com a ajuda de um software. Afinal, um software de gestão, com funcionalidades adequadas, te ajuda a planejar manutenção preventiva, gerenciar Ordens de Serviços de maneira eficiente, aumentar a produtividade da equipe e melhorar a gestão de equipamentos. 

Conte com o AUVO!

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