Matriz de riscos: o que é e como implementar na sua empresa

matriz de riscos

Lidar com riscos é um dos principais desafios dos prestadores de serviços. Por isso, existem várias ferramentas criadas para auxiliar nesta questão. E a matriz de riscos é uma delas.

Neste post você vai entender tudo sobre:

Confira!

O que é uma matriz de risco?

Resumidamente, a matriz de risco é um gráfico com duas dimensões, utilizado  para identificar de forma visual a probabilidade de ocorrência de um risco assim como o seu impacto no processo.

Além disso, a matriz de risco é uma ferramenta gerencial que permite identificar e prevenir possíveis danos. Dessa forma, ajuda os gestores na tomada de decisões preventivas.

Qual é o grande diferencial da matriz de riscos?

A matriz de risco tem sido bastante utilizada por diversas empresas por ser uma ferramenta fácil de analisar. Sobretudo, por ser uma ferramenta gráfica, torna-se fácil identificar quais riscos podem causar mais danos à empresa.  Assim como quais medidas preventivas devem ser tomadas.

Como funciona uma matriz de riscos?

Primeiramente, você precisa entender que a matriz de riscos consiste em uma matriz com duas dimensões: probabilidade e impacto.

Assim, você consegue não só calcular, mas também visualizar a classificação de cada risco. 

Além disso, você pode organizar as células da matriz por cores. Dessa forma fica mais fácil classificar o quão crítico um determinado risco é.

Além disso, a matriz de criticidade pode ser organizada por cores. No gráfico abaixo, por exemplo, os riscos de classificação altos são representados pela cor vermelha. Isto é, você deve estar mais atento a esses riscos. 

Já os riscos de classificação média são representados pela cor amarela, ou seja, você deve prestar menos atenção do que os riscos de classificação alta (vermelho). 

Por fim, os riscos classificados como baixo são representados pela cor verde. Sendo assim, a atenção que você deve dar à eles é menor do que os riscos de classificação alta (vermelho) e média (amarelo).

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matriz de riscos 2

Probabilidade

Voltando a falar sobre as dimensões do gráfico, você se lembra que a matriz é composta por duas dimensões? Pois é, a probabilidade (eixo vertical) mede o quanto a ocorrência do risco é provável. Ou seja, o quão fácil ou difícil é que algo aconteça.

Por exemplo, você pode medir o quão provável pode ocorrer uma queda de energia. Basta medir em diferentes níveis, como: muito baixo, baixo, moderado, alto e muito alto. Você também pode atribuir um valor em porcentagem a esses níveis, como por exemplo:

Muito baixo: 1% a 10%

Baixo: 11% a 30% 

Moderado:  31% a 50% 

Alto: 51% a 70%

Muito alto: 71% a 90%

Impacto

Já o impacto (eixo horizontal) consiste na consequência que determinado risco pode causar, caso ocorra. Como por exemplo, a perda de clientes, prejuízos financeiros, danos aos equipamentos, entre outros.

Assim como na probabilidade, você também pode medir o impacto em níveis, por exemplo: muito baixo, baixo, moderado, alto e muito alto.

Oportunidades

Você sabia que nem todos os riscos se resumem apenas em perdas? Isso mesmo! Neste caso, você pode enxergar a oportunidade de tomar medidas de ação que sejam mais eficientes do que apenas tratar o problema com uma ação corretiva.

No entanto, os critérios de avaliação das oportunidades são os mesmos de classificação alta, média e moderada são os mesmos. Porém, aplicados no lado direito da matriz.

Como avaliar uma matriz de riscos?

A maneira de avaliar uma matriz de riscos vai variar de acordo com cada empresa. Isto é, há empresas que vão definir estratégias preventivas  até mesmo para riscos com criticidade baixa. 

Mesmo assim, eu posso te mostrar como avaliar uma matriz de risco. Seria mais ou menos assim:

matriz de riscos

Como criar a sua matriz de risco?

Chegou o momento de criar a sua matriz de risco na prática! É bem simples, basta seguir os 2 próximos passos:

1º Determine os níveis de probabilidade e impacto

Antes de mais nada, é importante ressaltar que cada matriz deve ser adaptada de acordo com o contexto de cada empresa . Por exemplo, suponha que a sua empresa irá utilizar os 5 níveis de probabilidade para avaliar os riscos.

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Neste caso, você deve definir a probabilidade e o impacto no seu processo de gestão com os critérios a seguir:

Probabilidade

Em porcentagemDescritivaDefinição dos critérios de probabilidade
1% a 10%Muito baixaNão há probabilidade de acontecer
11% a 30%BaixaPode ser que aconteça uma vez dentro de um ano
31% a 50%ModeradaPode ser que aconteça mais de uma vez dentro de um ano
51% a 70%AltaPode ser que aconteça mensalmente
71% a 90%Muito AltaPode ser que aconteça semanalmente

Impacto

ImpactoCritérios de impacto
Muito baixoRiscos que possuem consequências pouco significativas
BaixoRiscos que possuem consequências reversíveis em curto e médio prazo com custos poucos significativos
ModeradoRiscos que possuem consequências reversíveis em curto e médio prazo com custos baixos
AltoRiscos que possuem consequências reversíveis em curto e médio prazo com altos
muito altoRiscos que possuem consequências irreversíveis ou com custos inviáveis

2º Defina qual ferramenta você utilizará para criar a sua matriz de risco

Após a definição de todos os critérios de probabilidade e impacto da sua empresa, chegou a hora de definir qual ferramenta você utilizará para criar a sua matriz de risco. Pode ser em planilhas, papel ou até mesmo sistemas que automatizam esse processo. 

Vale ressaltar que é importante que a determinação da probabilidade e impacto seja feita pelas pessoas certas. Afinal, o conhecimento dos envolvidos é determinante para que a avaliação seja correta e precisa.

Uma dica importante para estimular uma discussão sobre o impacto e probabilidade do risco de avaliação é fazer perguntas como: quantas vezes já lidamos com esse risco? Temos algum dado sobre ele? Essas perguntas ajudarão também a definir as tratativas dos riscos.

Como utilizar relatórios para criar uma matriz de riscos?

Você deve estar se perguntando: onde eu posso extrair dados que me ajudem a estruturar melhor a minha matriz de riscos? Pois saiba que os relatórios são uma ótima fonte de informações. 

Afinal, por meio deles você tem disponibilidade de informações sobre o desempenho de cada colaborador, assim como dos equipamentos. Também consegue analisar os problemas mais recorrentes, o tempo de reparo nas manutenções, entre outros.

Dessa forma, você pode criar a sua própria matriz de riscos, ter acesso a possíveis falhas e estabelecer ações preventivas para evitar o máximo possível de danos e/ou prejuízos.

Se quiser conhecer uma ferramenta de gestão com relatórios digitais, agende uma demonstração gratuita no Auvo. Assim, fica bem fácil obter dados que tornem a sua matriz de riscos ainda mais precisa.

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