Manutenção hospitalar: como agir de forma preventiva

A rotina de gerenciar ativos físicos é muito desafiadora, não é mesmo? Em um hospital o desafio pode ser maior ainda. Por isso, o gerenciamento da manutenção hospitalar é uma das atividades que mais precisa trabalhar com estratégia, planejamento, harmonia e estrutura.

Manter os equipamentos hospitalares em bom funcionamento é decisivo para garantir o propósito das equipes de saúde. Afinal, sem uma manutenção adequada, a eficiência da equipe fica comprometida e o bem estar dos pacientes também.

Quem atua como gestor de manutenção hospitalar precisa sempre estar munido de dados e contextos para argumentar que a manutenção não é uma fonte de despesas, mas sim uma área que requer investimento, pois impacta na produtividade de todas as outras equipes. 

Neste conteúdo você vai entender melhor a importância da manutenção preventiva, suas vantagens no ramo hospitalar e ganhar mais embasamento para negociar investimentos para o setor de manutenção.

Vamos lá?

Por que a manutenção hospitalar preventiva é tão importante?

A manutenção deve ser tratada como uma função estratégica na obtenção dos resultados do hospital ou clínica, desse modo, não vão existir problemas no suporte e atendimento aos pacientes. Tenha em vista que atender os pacientes com eficiência e agilidade ajuda a proporcionar boa reputação e destaque na prestação de serviços.

A política de manutenção deve estar alinhada com esses objetivos organizacionais, pois ela é determinante para o sucesso da entrega dos serviços oferecidos.

Nem sempre a administração tem a visão de que manutenção é um dos maiores investimentos que podem ser feitas dentro de uma empresa. Por isso é que no Brasil ainda predominam as práticas de manutenção corretiva, que muitas vezes são mais caras e causam mais transtornos na execução.

Uma falha de manutenção pode acarretar desdobramentos irreparáveis dentro de um hospital. Um diagnóstico errado, como consequência da não-manutenção de um equipamento, pode agravar o estado de um paciente, e assim temos a prova de que o “barato” pode sair muito “caro”.

Lamentavelmente, muitos problemas de manutenção são frutos da falta de planejamento e de uma má gestão.  Uma boa gestão da manutenção diminui o risco de incidentes, acidentes e até mortes, além de cumprir as exigências das legislações do Ministério da Saúde e da Anvisa, como a RDC n.º 2/2010.

Quais são as vantagens de agir preventivamente na manutenção hospitalar?

O planejamento da manutenção preventiva é um divisor de águas.

A manutenção preventiva é caracterizada por ações para prevenir o aparecimento de problemas, garantindo que os equipamentos médicos estejam em boas condições de operação, e também por ações que evitem o desgaste desnecessário das tecnologias, para que não ocorra queda ou falha inesperada de um equipamento.

A necessidade de um reparo inesperado impede que a agilidade requerida em tratamentos de saúde seja cumprida. Se for o caso de um atendimento, que depende exclusivamente de um equipamento hospitalar para ser executado, com a necessidade de uma parada, esse atendimento será prejudicado.

Além do fator agilidade nas atividades hospitalares, a manutenção preventiva também apresenta vantagens no que tange à redução de custos, ao aumento da vida útil dos equipamentos, corroborando para dar mais segurança ao paciente. 

Uma falha no gotejamento de uma bomba de infusão, por exemplo, pode levar o paciente a sentir efeitos colaterais intensos e deixar sua vida em risco. 

Benefícios da manutenção hospitalar preventiva

Quando implementada e executada adequadamente, a manutenção preventiva pode reduzir em até 85% as solicitações de manutenção corretiva em hospitais.

A manutenção preventiva é também caracterizada por monitorar desgastes de equipamentos, seguindo as orientações do fabricante e fazendo a previsão para a troca de peças. E essa é outra vantagem da prevenção. 

O custo do reparo por uma peça que se desgastou e prejudicou outros partes do equipamento pode ser bem maior do que analisar periodicamente o estado dela.

O processo preventivo também está ligado à redução de custos operacionais. Com planejamento, é possível gerenciar a de mão-obra dentro dos contratos já estabelecidos, evitando o gasto com pagamento de horas extras, por exemplo.

Manutenção preventiva é sinônimo de mais controle para o gestor. Afinal de contas,é possível alocar melhor as equipes, distribuir tarefas, fazer checagem dos ativos, inventários, analisar graus de utilização, fazer análises de risco, sem a emergência de estar em um momento de correção.

Outra vantagem é dar mais qualidade ao atendimento das equipes de manutenção. A pressa requerida na manutenção corretiva pode aumentar a possibilidade de erros humanos. Na manutenção preventiva, com mais tempo hábil para observação e coleta de informações, a equipe pode realizar um trabalho com mais atenção aos detalhes.

Quais são as etapas da manutenção hospitalar preventiva?

1. A primeira etapa do processo de manutenção preventiva é fazer um levantamento de todos os ativos, com suas quantidades e principais especificações. 

Um inventário de manutenção consiste em cadastrar os equipamentos, colher informações sobre localização, data de aquisição, valor de aquisição, identificação, regime de operação e tempo de utilização. Assim, a organização desses dados proporciona um panorama do que está sendo gerenciado e ajuda no controle do gestor. 

2. A segunda ação é tornar o acompanhamento das indicações do fabricante um processo contínuo. Afinal, é preciso estar sempre atento ao manual de uso, que contém prazos e indicações de checagens, orientação sobre calibragens, troca de peças e reposição de materiais dos equipamentos.

3. A terceira etapa é fazer uma organização dos ativos físicos considerando os tipos de atividade, seus graus de utilização e a descrição dos riscos inerentes a cada equipamento.

4. Depois de todos os dados sobre os ativos organizados, é hora de estabelecer a periodicidade da manutenção de acordo com as exigências que os ativos demandam. Cada equipamento tem particularidades de disponibilidade e frequência de inspeções.

Agora sim você pode estruturar processos e executar a manutenção preventiva.

Boas práticas

Para complementar seu conhecimento e te ajudar a aproveitar todas as vantagens da manutenção hospitalar preventiva, eu separei algumas boas práticas que você pode adotar para fazer um trabalho mais eficiente. Acompanhe a seguir:

1. Fazer um planejamento da manutenção hospitalar

Com o inventário, o acompanhamento das indicações do fabricante, a separação por tipos e graus de utilização, a análise de riscos e a periodicidade da manutenção você terá dados suficientes para fazer um planejamento detalhado de ações para manutenção preventiva.

Então não perca tempo e planeje marcos de entrega, cronogramas, ações específicas e atribuição de responsabilidades.

2. Estabelecer prioridades

Por onde você deve começar? Com a análise de riscos em mãos, você pode entender o que precisa ser acompanhado com urgência ou o que pode esperar um pouco mais. Como eu já disse aqui anteriormente, cada ativo tem particularidades de inspeções e disponibilidade. Analise os dados e estabeleça as prioridades.

3. Investir em mão de obra qualificada

Com tantas responsabilidades e com uma gestão tão bem pensada, é natural que um gestor precise contar com mais pessoas capacitadas ao seu redor. Falta de conhecimento e comprometimento pode tornar todo seu trabalho de prevenção em um pesadelo e aumentar a possibilidade de correções.

4. Utilizar a tecnologia como ajudante

Você não precisa gerir toda a equipe apenas com planilhas e registros intermináveis. Use as tecnologias de gestão a seu favor. O software Auvo está aí para te ajudar na gestão das equipes de manutenção, armazenamento de dados, cruzamento de informações e automatização ordens de serviço.

5. Saber como lidar com os diferentes tipos de manutenção

Saiba diferenciar quais atividades da sua gestão estão ligadas a cada tipo de manutenção. Afinal, nem só de manutenção preventiva ou corretiva vive um gestor de manutenção hospitalar. É preciso lidar com outros eventos e demandas. Leia mais sobre gestão e tipos de manutenção aqui

6. Investir em capacitação

O mundo muda todo dia e a tecnologia também. Em lugar nenhum podemos parar no tempo. É preciso estudar e se capacitar sobre melhores práticas e inovação. Como consequência, dentro do setor de manutenção não há espaço para quem não se atualiza e não busca entendimento mais profundo sobre seu trabalho.

Conclusão

A gestão da manutenção hospitalar tem nuances específicas devido ao ramo de prestação de serviços essenciais à vida humana. Afinal, é preciso que a manutenção hospitalar seja bem estruturada e estratégica, pois agir de forma preventiva diminui custos com manutenção corretiva ou troca de máquinas, aumenta a vida útil dos equipamentos, dá mais segurança para os operadores e pacientes e contribui diretamente com as finanças do hospital.  

Agora que você já conhece a importância e as vantagens da manutenção hospitalar preventiva, o que está esperando para encarar este trabalho com eficiência?

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