Manutenção Corretiva, tudo que você precisa saber

manutenção corretiva

Como o próprio nome sugere, a manutenção corretiva é utilizada para corrigir falhas, panes, ou quebras em máquinas e equipamentos.

Geralmente, os serviços de manutenção têm o propósito de manter os recursos e processos em seu perfeito estado de funcionamento.

Sendo assim, existem diversos tipos:

Neste artigo, falaremos sobre:

Ficou interessado? Continue a leitura!

Mas afinal, o que é manutenção corretiva?

É o conserto em caráter emergencial de máquinas e equipamentos após uma parada, falha, pane, quebra ou queda de desempenho. 

Este tipo de manutenção também é conhecido como interrupção ou execução para manutenção da falha.

Por exemplo: se ocorrer uma falha ou quebra de um redutor de velocidade (e isso interromper sua operação) a manutenção corretiva deve ser aplicada para recuperar a eficiência deste produto.

A origem da manutenção corretiva ocorreu após a Segunda Guerra Mundial. Pois, com o aumento das indústrias no mundo, aumentaram também as demandas de reparos em máquinas. Portanto, a manutenção corretiva foi a pioneira.

Além disso, como não havia muita tecnologia, nem monitoramento de ativos, a única forma de detectar a falha de um equipamento era quando ele parava de funcionar. Por isso, a manutenção corretiva tornou-se o tipo mais utilizado naquela época.

No entanto, mesmo hoje em dia com o avanço tecnológico, ela ainda é muito utilizada em empresas que não possuem uma gestão de manutenção bem elaborada.

É verdade que às vezes ela se faz necessária. Porém, não deveria ser o principal tipo de intervenção nas empresas.

Saiba quais são as vantagens e desvantagens deste tipo de manutenção a seguir.

Vantagens e desvantagens da manutenção corretiva

Vantagens

Sinceramente, a manutenção corretiva não apresenta muitas vantagens. Exceto quando o equipamento é de baixa criticidade.

Entretanto, há algumas vantagens como:

  • Planta com maior disponibilidade;
  • Acesso à informações importantes para o planejamento de manutenção. Como por exemplo, o tempo de substituição de peças.

Desvantagens

A principal desvantagem é que, dentre todos os tipos de manutenção, este é o mais caro. Visto que toma mais tempo e causa mais prejuízos para as empresas.

Imagine o que aconteceria se toda a sua produção parasse por causa de uma pane nos equipamentos?

Você teria que arcar com os custos de atraso na entrega dos produtos ou serviços. Além de gastar com a ociosidade dos colaboradores.

Além disso, não realizar o reparo imediato pode agravar o defeito. E isso causa estragos em outras partes do equipamento. Vira uma bola de neve!

Sem falar que a necessidade de substituição imediata de peças e serviços possui um alto custo. Logo, pode comprometer o seu faturamento. Além disso, pode alterar o desempenho do equipamento e o rendimento da equipe.

Tudo isso significa que se esse tipo de manutenção for utilizado com muita frequência, pode causar impactos negativos sobre as atividades não planejadas. Bem como dificultar a reposição de peças, ou até mesmo, do equipamento.

Portanto, não indicamos a manutenção corretiva como a principal forma de manutenção para a sua empresa. Tenha em mente que você precisa investir em automação para realizar uma boa gestão da manutenção e manter a sobrevivência de todo seu negócio.

Falaremos mais sobre isso no final deste post.

Exemplos de manutenção corretiva

A teoria é fundamental para entender o conceito. Mas a melhor forma de compreendê-lo é imaginar sua aplicação na prática.

Portanto, saiba onde se aplicam os principais exemplos de manutenção corretiva. Sendo eles:

  • Reparos
  • Reparos de emergência
  • Falhas de serviço
  • Atuação
  • Qualidade

Agora, veja cada um na prática:

  1. Reparo: é aplicado em algum equipamento danificado ou quebrado. Por exemplo, o conserto de uma peça do sistema de ar condicionado. 
  2. Reparo de emergência: deve ser feito imediatamente, pois coloca o risco à integridade física das pessoas. Por exemplo, um elevador que parou com ocupantes dentro dele.
  3. Falhas de serviço: seu objetivo é reparar as falhas que não permitem a execução do serviço. Por exemplo, a restauração de um sistema de serviço de gestão de equipes.
  4. Atuação: são reparos que comprometem o bom funcionamento ou desempenho do equipamento. Por exemplo, um software que está operando lentamente.
  5. Qualidade: São os reparos que corrigem a má qualidade do produto final. Por exemplo, afiar a lâmina da máquina de corte de etiquetas.
Leia também  Manutenção preditiva: Curva PF

A relação da Curva PF com a manutenção corretiva

Antes de aprofundar no assunto, vamos dar um passo atrás e falar um pouco sobre a curva PF.

Trata-se de um gráfico que indica a performance de máquinas e equipamentos em relação ao tempo de funcionamento. Sendo assim, o objetivo é identificar o intervalo (PF), ou seja, o tempo entre a falha potencial (P) e a falha funcional (F).

O que é Falha Potencial?

A falha potencial é aquela que está em estágio inicial. Ou seja, o equipamento ainda está funcionando. Porém, ele está indicando que há algo de errado.

Exemplo: 

Alguns equipamentos acendem uma luz sempre que há a necessidade de fazer algum reparo, como trocar o óleo do motor. Ou seja, a luz acesa indica que há uma falha potencial (P). E caso ela não seja resolvida, o equipamento pode chegar à falha funcional (F).

O que é Falha Funcional?

A falha funcional é quando o equipamento parou de desempenhar sua função no processo de produção.

Exemplo:

Suponhamos que o óleo citado acima não tenha sido trocado. Assim, ele pode evoluir para um superaquecimento do motor, causando a parada total do equipamento.

A falha funcional não teria acontecido se o óleo tivesse sido trocado assim que houve a falha potencial no estágio inicial.

Tipos de manutenção corretiva

Sabia que nem toda manutenção corretiva é igual? Pois é! basicamente, existem dois tipos:

  1. Manutenção corretiva programada ou planejada.
  2. Manutenção corretiva emergencial ou não programada;

A diferença entre as duas é basicamente se a manutenção foi realizada depois da falha potencial ou da falha funcional.

Saiba mais sobre cada tipo de manutenção corretiva a seguir:

Manutenção corretiva programada

A manutenção corretiva programada é realizada na fase inicial da falha. Portanto, seu objetivo é solucionar a falha potencial antes que ela chegue a falha funcional. 

Assim, com ela você pode prever quando o funcionamento do equipamento será comprometido e realizar os reparos no momento certo.

Mas atenção!

A falha potencial não pode oferecer riscos à segurança dos trabalhadores. Nem ao meio ambiente ou à qualidade do produto. Por isso, ela pode ser agendada para o momento mais conveniente para a empresa.

Ressaltamos que todas as decisões relacionadas a esse tipo de manutenção devem ser baseadas em dados. Ou seja, em inspeções, testes e monitoramentos periódicos.

Um bom exemplo para aplicação da manutenção corretiva programada, é quando você possui um equipamento de reposição. Por isso, a sua produção não será prejudicada se algum equipamento vir a falhar. Pois o equipamento reserva irá substituí-lo.

Manutenção corretiva emergencial ou não programada

É quando os problemas de desempenho do equipamento resultam em parada forçada. Ou seja, o funcionamento é interrompido após a falha funcional. 

A manutenção corretiva emergencial deve ocorrer quando a falha no equipamento oferece riscos à segurança dos trabalhadores, causa danos ao meio ambiente e ainda compromete a qualidade do produto final.

Por esse motivo, a manutenção corretiva emergencial é considerada a mais cara e a mais perigosa do que as outras.

Um bom exemplo de manutenção corretiva emergencial é a troca do pneu do carro após o furo. Isso coloca a vida do motorista e de outras pessoas em risco, além de aumentar as chances de colisão e prejuízos para o dono.

Leia também  Gestão da manutenção por QR Code: saiba como fazer

Como e quando utilizar a manutenção corretiva?

Vale reforçar que este tipo de manutenção deve ser evitado o máximo possível. Porém é possível utilizá-la estrategicamente.

Como foi dito, uma das vantagens da manutenção corretiva é que ela pode ser utilizada em equipamentos de baixa criticidade.

Mas o que são equipamentos de baixa criticidade?

Basicamente, são aqueles que são classificados na categoria C de periculosidade. Ou seja:

exemplo de equipamentos manutenção corretiva

Neste conteúdo eu não explicarei sobre criticidade de equipamentos. Isso você pode aprender melhor nesse nosso post.

Sendo assim, os objetivos da aplicação da manutenção corretiva em sua empresa são:

  • Manter a disponibilidade da operação;
  • Evitar os custos com a ociosidade dos trabalhadores;
  • Restauração do equipamento;
  • Obter informações para controle de custos de operação, investimento em peças e custo de manutenção.

Quais são os custos da manutenção corretiva?

Que a manutenção corretiva é a mais cara, nós já sabemos. Mas, porque isso acontece?

Esse fato ocorre pelos seguintes fatores:

Lucros cessantes: a partir do momento que um equipamento parou de operar, o processo produtivo também para. Durante este período a empresa também para de receber dinheiro no caixa.

Compras emergenciais: uma vez que a manutenção corretiva emergencial é acionada, pode ocorrer também a necessidade de compras não planejadas. A partir daí você precisará pagar fretes mais caros para entregas mais rápidas. Ou por falta de tempo para pesquisar preços, comprar a peça mais cara.

Consequência dos danos: o que poderia ter sido uma simples troca de óleo, tornou-se a substituição de um motor fundido.

Perda de tempo: uma vez que o tempo é um recurso irrecuperável, a perda dele deve ser evitada ao máximo. E a manutenção corretiva consome mais tempo do que uma manutenção preventiva ou preditiva. 

Dito isso, é melhor investir em poucas horas de planejamento, do que perder dias de operação parada e recursos financeiros. Ou pior, colocar a vida de um colaborador ou o meio ambiente em risco.

Melhores práticas para evitar a manutenção corretiva

Primeiramente, você não deve estabelecer a manutenção corretiva como regra. Como vimos, ela deve ser empregada em casos onde é importante realizar o acompanhamento dos equipamentos para fazer a gestão da manutenção. 

Por isso, reafirmamos que você precisa  definir a criticidade dos seus equipamentos utilizando metodologias de gestão da manutenção.

Afinal, prevenir é melhor do que remediar, não é mesmo?

Por isso,  nós preparamos outro conteúdo para que você comece a fazer a sua gestão ainda hoje! Acesse: Gestão da manutenção: criticidade de equipamentos

Outra boa prática para evitar este tipo de manutenção é simples: use a tecnologia a seu favor!

Desde a segunda guerra mundial a tecnologia avançou muito. E hoje, existem sistemas que são capazes de automatizar toda a sua operação de manutenção de forma eficaz, trazendo resultados mais efetivos para a sua empresa. 

Com os softwares você consegue catalogar, programar procedimentos, analisar custos e tomar decisões baseadas em dados.

O Auvo é um software de gestão para prestadores de serviço que vai te ajudar neste processo. Pois, ao implantá-lo em sua empresa, você conseguirá reduzir custos operacionais e otimizar a produtividade da equipe. 

Ganhe mais confiança com os equipamentos e deixe a manutenção corretiva apenas para emergências.

E lembre-se, emergências sempre irão acontecer. Mas com o uso de um software de gestão elas serão reduzidas e a sua empresa ganhará com mais previsibilidade, redução de custos e produtividade.

Agora que você já sabe tudo sobre o assunto, fica ainda mais fácil implementar um software de gestão no seu negócio. 

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