Como fazer um orçamento de segurança eletrônica [CFTV]

orçamento de segurança eletrônica

A chave para um bom orçamento de segurança eletrônica está em ser abrangente. Pois, não basta considerar apenas o preço de venda, como também, uma série de outros fatores que impactam diretamente no crescimento do seu negócio.

Aposto que você deve estar pensando: eu sei fazer um orçamento. Bem, de fato você deve saber mesmo. Mas o que eu vou te mostrar aqui é um jeito diferente de fazer um orçamento. E além disso, você terá uma outro modelo para seguir além do que já é utilizado no mercado.

Agora, antes de começar a explicar, saiba que se trata de um orçamento específico para quem trabalha com segurança eletrônica (CFTV). Mesmo assim, se esse não for o seu segmento, talvez você consiga adaptar para o seu plano de negócio.

Ficou interessado? Então vamos começar.

Quais erros se deve evitar ao fazer um orçamento de segurança eletrônica?

Antes de te passar os detalhes de como fazer um orçamento de segurança eletrônica, devemos falar sobre os erros que você deve evitar, ou parar de cometer.

Primeiramente, quando se fala em fazer um orçamento de segurança eletrônica, o que normalmente se pensa é na margem de lucro devemos colocar.

Mas, esse não deve ser o principal ponto. Pois geralmente, o mercado já estipula um padrão que deve ser seguido. Sendo assim, o foco deste artigo é abordar um outro método para que você tenha mais segurança ao definir os preços da sua proposta.

Além disso, você vai entender aqui, que é necessário definir uma margem diferente para vendas de produtos e venda de serviços.

Pois, outro erro que muitos cometem é juntar os valores dos materiais e dos serviços na mesma proposta. Mas o ideal é vender o dois separadamente, afinal, você precisa saber o que está ganhando no produto e o que está ganhando no serviço.

Outra ponto importante é que, talvez você busque terceirizar o serviço, ou seja, contratar um técnico para realizar os serviços para o seu cliente. Sendo assim, você precisa ficar ligado ao quanto essa mão dessa mão de obra terceirizada vai te custar.

Viu como é importante discriminar esses pontos?

Agora, é hora de colocar a mão na massa e aprender a elaborar esse orçamento de segurança eletrônica. Vamos lá?

1º Encontre o ponto de equilíbrio ou margem de contribuição da venda

Quanto você precisa lucrar para conseguir cobrir todos os seus custos fixos e/ou variáveis?

Muitos não sabem, mas antes de precificar os produtos e serviços é necessário encontrar um ponto de equilíbrio, que é quando se sabe quanto é necessário lucrar para cobrir todos os custos.

Se você quer saber como precificar serviços corretamente, confira esse outro artigo que preparamos: Precificação de Serviços: como saber quanto cobrar?

Me responde rápido: se você tem 10 mil reais de custos fixos na sua empresa, e fizer 20 mil reais em venda de materiais em um mês, você conseguirá pagar esses custos fixos?

A resposta é: depende. Principalmente da sua margem de contribuição. Afinal, se sua margem de for 50%, então 20 mil reais em vendas não será suficiente para pagar, pois, só o material já custará 10 mil reais, fora os impostos que você precisa descontar. 

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Agora, suponhamos que  a sua margem seja de 80%. Provavelmente, vai sobrar um pouco mais para você pagar esses custos.

No entanto, você precisa considerar algo mais: a sua mão de obra. Suponhamos que você terceirize, e tenha que pagar mensalmente, 2 mil reais de custo de mão de obra. Do contrário, você pode ficar no prejuízo se considerar só a margem dos materiais.

Além disso, se você não terceiriza os serviços, ou seja, se você mesmo presta o atendimento, então provavelmente, os custos com a mão de obra serão bem mais baratos.

Neste momento você deve ter se perguntado: será que vender serviços, é mais vantajoso do que vender materiais? E a resposta também é: depende. Pois, apesar da margem de lucro ser maior, vender um serviço pode ser muito mais difícil do que vender um produto.

2º Defina o formato do orçamento

Orçamento em papel

Geralmente, o formato mais utilizado é o orçamento em papel. Onde normalmente, o técnico, ou até mesmo o proprietário do negócio imprime blocos de papel em gráficas, com tabelas padronizadas.

Este formato é o mais simples, porém, se for utilizado a longo prazo, pode ser o mais difícil de lidar. Afinal, esse formato exige um trabalho manual massante, e geralmente acompanhado de uma calculadora.

Além disso, o papel é propício a perdas, sujeiras e pode até rasgar entre um atendimento e outro. Por isso, é recomendável que esse formato seja utilizado apenas por autônomos, ou, em momentos de emergência, quando falta energia elétrica ou internet.

Orçamento em planilha

Outra opção, um pouco mais viável, é fazer o orçamento por meio de planilhas. Afinal, com esse formato já fica mais fácil acessar um volume maior de orçamentos.

Mas, para isso você precisa investir em um bom equipamento e um software de edição de texto, como o pacote Office, por exemplo.

Neste caso, preparamos um modelo exclusivo de orçamento em planilha, para que você utilize no seu negócio. Basta clicar no link e baixar: [Planilha grátis] Orçamento de prestação de serviço

Orçamento digital

Por fim, fazer um orçamento de serviços digital é o modo mais fácil e seguro que existe. Afinal, as informações relacionadas, tanto dos serviços, como dos materiais, ficam centralizadas em um único sistema.

Dessa forma, você consegue fazer um orçamento em qualquer lugar, mesmo estando fora da empresa. E ainda, você consegue enviar para o seu cliente aprovar em poucos cliques, sem enrolação, acelerando a tomada de decisão.

Daí você me pergunta: onde eu faço orçamento digital? A resposta é simples: com o Auvo.

Nele, você pode montar propostas e enviar orçamentos pelo próprio celular, tanto do gestor como do técnico. Você também pode configurar, caso não queira que o seu técnico veja o preço dos produtos/serviços vendidos.

3º Seja abrangente

Com certeza, quem trabalha com CFTV já teve que lidar com um cliente que adquiriu os equipamentos em outra empresa, mas que precisasse apenas dos serviços de instalação.

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Nesse caso, o mais importante é analisar os seus custos fixos. Vamos supor que sejam 10 mil reais, e que para cobrí-los você precisa vender 8 mil reais em materiais e 2 mil reais de serviços.

Por isso, quando um cliente pede apenas o orçamento de uma instalação, provavelmente você vai dividir 2 mil reais pela quantidade de dias úteis em um mês (20). Isso dá o total de 100 reais por dia.

Suponhamos que a instalação levará 2 dias. Por isso, você iria cobrar 200 reais, certo? Mas, tem um problema. Lembra-se que você também precisa vender 8 mil reais em material? Pois é, se você se preocupar em cobrar apenas pela mão de obra, como você vai cobrir os seus custos se surgirem só serviços todos os dias? Como você vai faturar os 10 mil reais?

O ideal, na verdade, é você fazer o cálculo com base na relação de equipamentos que o cliente comprou por fora. Por isso, dê uma olhada no valor médio do que você venderia, e cobre dele o lucro que você teria.

Por exemplo, suponhamos que se o cliente tivesse comprado os mesmos materiais de você, o seu lucro com a venda dos equipamentos seria de 200 reais. Nesse caso, além dos 100 reais de mão de obra, você vai cobrar o lucro que teria nesse equipamento, ou eja, 300 reais no total.

Dessa forma, você conseguirá pagar os custos da sua empresa. Sei que é difícil fazer essa proposta, mas se não fizer, você pode acabar colocando a sua empresa em risco quando se vender serviços, sem considerar o quanto ganharia no material.

4º Jamais dê desconto na mão de obra

Por fim, não recomendamos que você dê descontos na prestação do serviço. Pois, ao contrário dos produtos, não é possível mensurar a qualidade de um serviço com o outro. E quando você faz isso, você pode estar se desvalorizando.

Além disso, não faz sentido ocupar o seu tempo com um serviço que saiu muito barato, sendo que você poderia estar atendendo um serviço com o valor adequado para cobrir os seus custos.

Essas e outras dicas são explicadas pelo Vagner Camilo. Ele é empresário no ramo da segurança eletrônica e ensina diversos profissionais a como viver desse segmento, que está em constante crescimento.

Inclusive, ele participou de uma de nossas AuvoLives, onde falou sobre os desafios da gestão de equipes externas na segurança eletrônica.

[Assista essa live na íntegra] Os desafios da gestão de equipes externas na segurança eletrônica.

Gostou desse conteúdo?

Espero que sim. E se você ainda tiver alguma dúvida, ou quiser o orçamento digital feito no Auvo, então agende uma demonstração gratuita para falar com um de nossos especialistas.

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