Árvore de falhas: técnica para gestão de equipamentos

Lidar com falhas em máquinas e equipamentos faz parte da rotina de quem gerencia manutenção. Entretanto, nem sempre é fácil detectar e corrigir a origem das falhas. Pelo contrário, pois os equipamentos são sistemas com diferentes níveis de complexidade. Portanto, entender suas falhas requer muita dedicação do gestor. E é aí que entra a importância de utilizar ferramentas como a árvore de falhas.

Você já deve saber, que a gestão de manutenção de equipamentos consiste em supervisionar o funcionamento regular dos ativos físicos de uma empresa.

Portanto, fazer uma boa gestão de equipamentos inclui evitar problemas que possam causar prejuízos (como a manutenção preventiva, por exemplo) e também, minimizar prejuízos em demandas corretivas, ou seja, que surgem quando um equipamento para de funcionar repentinamente.

Dentro desse contexto, torna-se necessário saber analisar as falhas.

A árvore de falhas é um método de análise que busca as causas de um problema, mapeando uma série de eventos até chegar nas possíveis causas que originaram a falha.

Mas não se preocupe!

Neste artigo, eu vou te explicar como funciona o Método Árvore de Falhas na prática, bem como o sequenciamento de falhas pode te ajudar a otimizar os seus processos de gestão de ativos, e também, de manutenção.

Siga a leitura!

Como fazer a análise de falhas?

Conforme foi dito anteriormente, a análise de falhas é uma ferramenta utilizada para estudar as falhas que ocorreram em máquinas ou equipamentos a fim de prevenir que as mesmas se repitam.

Portanto, analisar as falhas é importante para identificar possíveis erros de planejamento, ou até mesmo, imprevistos que gerem paradas ou quebra nos equipamentos.

1º Passo: Primeiramente, para fazer uma análise de falhas, é necessário identificar as falhas existentes.

2º Passo: Em seguida, é preciso descrever como, onde e quando essas falhas ocorreram.

3º Passo: Após essa identificação, é hora de fazer um levantamento dos motivos que levaram a falha a ocorrer.

Além disso, cada modo de falha exige que você pense em uma ação específica para a correção. Depois de colhidas as informações para as primeiras etapas da análise, é o momento de pesquisar soluções para a causa da falha e buscar entender o que fazer se ela ocorrer novamente.

Para uma análise de falhas eficaz, é preciso levantar dados sobre a recorrência, a gravidade da falha e descobrir quais ferramentas colaboram na detecção e quais são os riscos incorridos na falha.

Mas atenção!

Mesmo com a análise feita, o trabalho não termina. Afinal, é imprescindível acompanhar e monitorar as ações que foram estruturadas. Sendo assim, o registro de falhas deve estar sempre atualizado.

Para isso, existem vários métodos para que seja feita uma análise de falhas. Os mais conhecidos são:

  • Diagrama Espinha de Peixe;
  • Diagrama de Pareto;
  • Método dos 5 Porquês;
  • Árvore de Falhas.

Lembrando que neste conteúdo, estou abordando o Método Árvore de Falhas. E agora, chegou a hora de você entender melhor a conceituação desse método de análise.

Vamos lá?

O que é Método Árvore de Falhas?

Fazer uma árvore de falhas permite a visualização gráfica de diferentes níveis de um problema.

Portanto, o método de Árvore de falhas consiste em um processo lógico e dedutivo, que partindo de um evento indesejado e pré-definido (evento topo) busca-se as possíveis causas de tal evento, com um pensamento reverso. Isto é, a árvore é feita desenvolvendo-se os galhos, que consistem nos relatos de falhas em diferentes níveis de detalhe.

Além disso, uma árvore de falhas visa melhorar a confiabilidade de equipamentos e processos, por meio do resultado da análise sistemática de possíveis falhas e suas consequências, orientando a adoção de medidas corretivas e preventivas.

Ou seja, este método organiza sequencialmente eventos relacionados à falha, permitindo o entendimento de causas-raiz de determinados eventos.

Por isso, a construção de uma árvore de falha requer um conhecimento íntimo do sistema que está sendo estudado, para que se possa identificar com propriedade as causas e determinar sua unicidade, a independência ou interdependência dos eventos e a relação causal dos eventos descritos.

Como construir uma Árvore de Falhas?

Você pode construir uma árvore de falhas como ferramenta para uma avaliação qualitativa, por exemplo, determinando falhas básicas. E também para uma avaliação quantitativa, que diz respeito ao cálculo da probabilidade da ocorrência do evento.

Apesar do diagrama ser desenvolvido em diferentes níveis de complexidade, a interpretação de uma árvore de falhas é intuitiva e pode ser feita por pessoas que não estão envolvidas diretamente em sua elaboração.

Como via de regra, uma árvore de falhas parte de eventos finais e é ramificada até chegar em eventos específicos. Veja um exemplo:

Vamos supor que o evento final seja a falha no sistema.

Em seguida, identifique os componentes que podem vir a falhar, e consequente, causar o evento final, por exemplo:

  • A: fim de vida útil do rolamento
  • B: falta de lubrificação adequada
  • C: vibração excessiva

Agora, é necessário ramificarcada uma das falhas nos componentes, ou seja, definir o que ocasionou cada falha, por exemplo:

Componente B: falta de lubrificação adequada ocasionada por falta de plano de manutenção, ou então, o plano de manutenção não foi executado.

Agora, veja como fica a estrutura de uma árvore de falhas com essas informações:

Quais são os benefícios ao elaborar uma árvore de falhas?

São muitas as atividades inerentes à gestão da manutenção. Mas, o trabalho de supervisionar a manutenção, a operação, os técnicos e os ativos é uma tarefa que demanda muita atenção.

Para te ajudar nesse processo com todas essas funções, e para gerar resultados em manutenção sem perda de tempo, você pode contar com um software de gestão completo como o AUVO.

Mas por qual motivo você buscaria desenvolver diagramas que podem ocupar ainda mais tempo na sua rotina?

Bom, o motivo é bem simples e relevante: a construção de árvores de falhas pode te trazer muitos benefícios!

Acompanhe, a seguir, seis benefícios da elaboração de árvores de falhas para gestão de equipamentos:

#1 Mais conhecimento sobre os sistemas

Dentro do escopo da manutenção existem diversos equipamentos com níveis de complexidade diferentes. Sendo assim, conhecer todos esses sistemas com propriedade é um desafio e tanto. Então, para desenhar árvores de falhas, é necessário colher dados e buscar informações que proporcionam conhecimento mais profundo sobre o funcionamento e especificidades dos equipamentos

#2 Medir a confiabilidade dos equipamentos

Com maior conhecimento sobre os equipamentos e uma exploração quantitativa e qualitativa das falhas, é possível medir com mais precisão o nível de confiabilidade que determinado equipamento oferece. Isso te ajuda a planejar melhor a manutenção preventiva e preditiva dos equipamentos.

#3 Dados para determinar possibilidades

O número de ocorrências e repetições de falhas analisados no diagrama de árvore podem te dar um panorama mais amplo sobre as possibilidades que você tem com determinado equipamento. Sendo assim, você pode fazer planos de manutenção mais seguros.

#4 Descoberta das causas básicas possibilita a precaução diante de eventos de maior impacto

Descrever causas básicas de uma falha traz reflexões sobre os possíveis desdobramento dessa falha. Com conhecimento, dados e informações é possível agir preventivamente para evitar um evento de maior impacto e grande prejuízo financeiro.

#5 Mais atenção às falhas que acontecem com menor frequência

Nem sempre as falhas analisadas serão eventos repetidos e facilmente relacionados a outros fatores, mas com a documentação de falhas na análise, você cria um radar de percepções, mesmo que as falhas ocorram em menor frequência.

#6 Melhor definição sobre as falhas

Um dos maiores benefícios das árvores de falhas é ter conhecimento sobre a frequência com que elas ocorrem e dentre elas quais são as mais significativas. A partir disso você estabelece pontos de atenção para a gestão de riscos.

E aí? Tudo entendido por aqui?

Parabéns, você está pronto para utilizar o Método Árvore de Falhas!

Espero que você tenha compreendido com clareza que por meio das árvores de falhas é possível aumentar seu domínio e consequentemente o conhecimento sobre as características técnicas dos ativos físicos que você gerencia.

Para te ajudar a aumentar ainda mais seus conhecimentos sobre as especificações dos ativos, você pode contar com o AUVO!

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